8 de janeiro de 2010

PÉ DE ATLETA: FUNGOS DERMATÓFITOS


A micose dos pé ou o popular ‘Pé de Atleta’ é um problema que costuma afectar muitas pessoas. Trata-se de uma infecção nos pés causada por fungos, e que se localiza principalmente na área que une o 4º ao 5º dedo do pé. O ‘Pé de Atleta’ costuma provocar prurido, fissuras, originando também o descamar da pele nessa região. Com o passar do tempo, há sempre a probabilidade da zona afectada estender-se também às áreas que ligam os restantes dedos, podendo mesmo atingir a planta do pé.
O ‘Pé de Atleta’ tem a contrapartida de se alastrar muito rapidamente por todo o pé, chegando também às unhas e, em casos extremos, pode mesmo atingir outras zonas do corpo humano. É uma doença tratável e contagiosa, já que a pessoa com ‘Pé de Atleta’ pode vir facilmente a contagiar outras pessoas saudáveis. Habitualmente, os locais fechados, com pouco ar e especialmente húmidos são os locais mais apropriados para que o ‘Pé de Atleta’ se propague mais facilmente entre os seres humanos. Nas piscinas, praias, balneários, ou em locais públicos onde necessariamente tenha que andar descalço, é aconselhável andar com chinelos ou sapatilhas para que não venha a contrair esta micose dos pés.
Os fungos dermatófitos são os responsáveis pelo popular ‘Pé de Atleta’, e pertencem a dois grupos distintos, o Trichophyton e mentagrophytes, embora o primeiro grupo seja mais habitual e aquele que se tem vindo a registar com mais incidência. Este género de fungos tem estado a ser estudado com particular atenção, uma vez que para além de causar problemas na pele tem ainda adicionado à sua presença problemas ambientais. 

Reflexão: Embora no meio em nosso redor o número de fungos seja diverso e de número elevado, convém não esquecer que muitos deles não são prejudiciais embora outros possam originar doenças infecciosas e contagiosas.


Fonte: http://www.mulherportuguesa.com/saude-a-bem-estar/artigos/1214

5 de janeiro de 2010

ANATOMIA COMPARADA

A anatomia comparada baseia-se no estudo comparado das formas e estruturas dos organismos com o fim de estabelecer possíveis relações de parentesco entre elas. A presença de orgãos homólogos, análogos e vestigiais são provas importantes que evidenciam relações filogenéticas ou de parentesco entre diferentes espécies, realçando a unidade existente entre as diferentes formas de vida consideradas.

– Órgãos ou estruturas homólogas – são órgãos que têm a mesma origem, a mesma estrutura básica e posição idêntica no organismo, podendo desempenhar funções diferentes. A sua existência explica-se á luz do evolucionismo por fenómenos de divergência, logo a sua evolução é divergente.

– Órgãos ou estruturas análogas – são órgãos que têm origem, estrutura e posição relativa diferentes, desempenhando uma mesma função. Estes órgãos surgem quando espécies ancestrais diferentes colonizam habitats semelhantes, adquirindo adaptações semelhantes. Este fenómeno conduz a uma evolução convergente.






– Órgãos ou estruturas vestigiais – são órgãos que resultam da atrofia de um órgão primitivamente desenvolvido. Nestes órgãos, a selecção actua em sentido regressivo, privilegiando os indivíduos que possuem estes órgãos na sua forma menos desenvolvida.




Reflexão: Todas estas novas informações que se vão descobrindo e estudando mais pormenorizadamente têm um grande papel na ciencia na medida que permitem verificar as relações entre os seres vivos, o que pode elucidar sobre aspectos da sua evolução.

3 de janeiro de 2010

TAXONOMIA

A Taxonomia é o ramo da Biologia que se ocupa da classificação e da nomenclatura dos grupos formados.
A nomenclatura consiste na atribuição de um nome ao ser vivo, de acordo com as regras de nomenclatura (latim) botânica e zoológica.
A classificação consiste na colocação do ser vivo em grupos ou categorias de acordo com as regras de nomenclatura.



Esta imagem mostra-nos como os seres vivos estão organizados na Natureza. À medida que diminui o nº de indivíduos, ou seja, a diversidade; aumenta a uniformidade (semelhança) entre os seres vivos.
Segundo o conceito biológico, a espécie representa um grupo natural constituído pelo conjunto de indivíduos com o mesmo fundo genético, morfologicamente semelhantes, que podem cruzar-se entre si originando descendentes férteis. 
A formação de grupos taxonómicos superiores à espécie depende do julgamento humano, pois não existe nenhuma característica biológica que os delimite objectivamente.
Os taxonomistas têm necessidade, muitas vezes, de considerar categorias intermédias. Para as distinguir usam prefixos como super, sub e infra.  

1 de janeiro de 2010

CIENTISTAS REVERTEM EVOLUÇÃO E DESENVOLVEM BARBATANAS DE PEIXES

Os criacionistas costumam dizer que Darwin estava errado porque nunca viram uma espécie transformar-se em outra. Pois cientistas americanos acabam de fazer quase isso: transformaram um peixe de água doce no seu ancestral marinho, revertendo assim a evolução.

A pesquisa, inédita, foi apresentada no último dia 27 nos EUA a uma plateia de cientistas pelo biólogo David Kingsley, da Universidade Stanford. Foi um dos pontos altos do 74º Simpósio de Cold Spring Harbor sobre Biologia Quantitativa.

O resultado culmina um esforço de 11 anos de Kingsley e dos seus colegas para decifrar o mais novo animal-modelo da biologia, o peixinho esgana-gata (Gasterosteus aculeatus).

O que os pesquisadores fizeram foi devolver a esgana-gatas de água doce, que habitam lagos nos EUA, um par de barbatanas pélvicas em forma de espinho. Essas estruturas estão nas populações marinhas do animal, mas foram perdidas em algumas populações de lagos nos últimos 10 mil anos.

O grupo também devolveu aos peixes lacustres as placas ósseas externas que caracterizam os esgana-gatas marinhos, mas que se perderam igualmente na água doce.
 
 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u580751.shtml