13 de fevereiro de 2010

FRASE DO DIA

“ A pedra é suporte, material , paisagem. Ela condiciona o nosso meio. De todos os obejectos ela é o mais belo[...] . E todavia, a pedra encerra nela a marca da história da matéria terrestre e por vezes a da vida

                                      J. Larueyre      

Fonte: Silva, A. ; Gramaxo F.; Santos M. ; Mesquita A. E Baldaia L. Porto Editora (2003), “ Terra, Universo de Vida”, Geologia -11ºano.                              

10 de fevereiro de 2010

ZONAS DE VERTENTE

Caracterização geológica:


As zonas de vertente caracterizam-se pela inclinação acentuada de encostas, onde se verificam, deslizamentos de materiais ( solo, blocos de rocha, lama, etc) – movimentos de massa. Estes movimentos são provocados pela gravidade e variam na sua velocidade, desde imperceptíveis até movimentos muito rápidos e destruidores. A actividade geológica aí verificada inclui a erosão da vertente, o transporte e a deposição dos materiais na sua base.

Factores de risco e consequências possíveis:


– A inclinação da vertente aumenta a componente tangencial da força da gravidade, facilitando o deslizamento.

– A desflorestação de zonas de vertente potencia o perigo de deslizamento. As raízes das árvores rerforçam a coesão do solo e aumentam a força de atrito, o que contraria o deslizamento pela gravidade.

– A construção de habitações e vias de comunicação nas zonas de vertente, ou nas suas proximidades, potencia a possibilidade de acidentes.


Prevenção:

– Ocupação planeada das zonas de vertente de forma a minimizar os riscos.

– Estabilização das vertentes através da construção de muros de suporte, plantação de vegetação de rápido crescimento, colocação de tubagem de drenagem da água que se acumula nos solos.

– Monitorização de situações de pequenos deslizamentos e actividade sísmica ou vulcânica que potenciam o deslizamento. Zonas de vertente




6 de fevereiro de 2010

BACIAS HIDROGRÁFICAS

Caracterização geológica:


Os rios são correntes de água superficiais cuja velocidade e área que cobrem (leito) variam com o regime das chuvas. O leito de cheia ocorre em situações de forte precipitação. O rio principal com os seus afluentes e subafluentes formam a rede hidrográfica e a sua área drenada por esta rede contitui a bacia hidrográfica. A actividade geológica de um rio compreende: a erosão, o transporte e a deposição de sedimentos. A acção erosiva é maior junto á nascente, onde os desníveis são maiores e o fluxo da água é maior. O transporte ocorre ao longo de todo o perfil longitudinal. A deposição acontece em maior escala em troços de menor energia das águas normalmente junto á foz.

Factores de risco e consequências possíveis:

– Construção de barragens ou diques destinados ao aproveitamento das água para fins agrícolas, abastecimento público, regularização dos cudais e produção de energia. As barragens alteram o trabalho geológico do rio, a montante aumenta a deposição dos sedimentos e imediatamente a jusante a erosão. A ocorrência de acidentes em barragens pode provocar inundações.

– Construção em zonas de leito de cheia, o que aumenta o risco de ocorrência de cheias nessas áreas indevidamente ocupadas.

– Remoção de inertes do fundo (areias), com consequente alteração da dinâmica das corrente fluviais. Este fenómeno poderá provocar a erosão da base dos pilares de pontese, eventualmente, a sua queda.


Prevenção:


– Vigilância e segurança de barragens e canais, bem como a monitorização da base dos pilares das pontes.

– Ordenamento do território, em especial a ocupação de leitos de cheia, de modo a diminuir os riscos naturais da actividade dos rio.




1 de fevereiro de 2010

DERROCADA NA PRAIA MARIA LUÍSA

Uma derrocada na Praia Maria Luísa, em Albufeira, por volta das 11h25, provocou já 5 vítimas mortais. A manutenção dos trabalhos no local faz prever a existência de mais vítimas.

Um quinto cadáver acaba de ser resgatado na Praia Maria Luísa, em Albufeira, o que eleva para cinco o total de mortes confirmadas na sequência da derrocada, esta manhã, da falésia existente no local. A recuperação deste corpo ocorreu pouco tempo depois dos bombeiros terem retirado do local outras duas vítimas do trágico acidente de hoje. A água do mar, que as improvisadas barreiras não impediram que inundasse o local do desmoronamento, cobriu a zona onde se sabia que estavam as vítimas e atrasou o processo de resgate.

A primeira vítima mortal (um homem de 60 anos) havia sido retirada logo após o acidente e a segunda (uma mulher de 38) viria a falecer já no Hospital de Faro. Os últimos três cadáveres retirados do local são de três mulheres, duas com menos de 25 anos e outra na casa dos 50, contou à Lusa uma fonte do INEM.

Neste momento estão confirmadas cinco mortes, mas suspeita-se da existência de mais soterrados no local, uma vez que os bombeiros prosseguem com as escavações, agora que a maré voltou a baixar.


Uma testemunha que estava na praia Maria Luísa em Albufeira, onde ocorreu esta  derrocada, contou à Lusa que uma parte da falésia desabou e que as rochas se estendem até ao mar.


Reflexão: Achamos esta notícia interessante por recentemente termos abordado o tema da ocupação antrópica em locais de risco. É necessario fazerem-se estudos destes locais de modo a impedir que "desastres" como estes voltem a acontecer.


 
Fonte: http://aeiou.visao.pt/confirmados-cinco-mortos-na-praia-maria-luisa=f526558