24 de março de 2010

ESPORÕES

Por fim, mas não menos importante tivemos oportunidade de ver o esporão de Esposende. 

A erosão costeira é um dos principais problemas ambientais que o nosso país enfrenta devido a sua extensa faixa litoral mas também devido à elevada pressão urbanística e demográfica de que ela é alvo na medida em que os principais centros populacionais bem como as áreas de lazer estão localizadas no litoral. Devido a estes factos todos os Invernos temos notícias na comunicação social da destruição causada pelas tempestades de Inverno do natural avanço do mar.


Este esporão diminuem de facto a erosão da costa neste determinado local pois promove a acumulação de sedimentos a norte do mesmo. No entanto, a sul dá-se o processo inverso; como a agua fica com menos carga ganha velocidade e volta-se a verificar erosão na costa. Daí que quando se constrói um esporão será quase como obrigatório continuar a construir mais e mais ao longo da costa, na medida em que tem tantos prós como contras.

DERROCADA DE FRADES

O local onde ocorreu a derrocada é uma zona de vertente, onde pode ocorrer movimentos em massa, como na noticia em cima. Os movimentos dos materiais dependem de diferentes factores:

  • A inclinação do terreno;
  • O tipo de material que o constitui; 
  • O teor de água no solo;
  • A gravidade;
  • As variações de temperatura.
O que são movimentos de massa?
Os movimentos em massa consistem em deslocamentos de grandes volumes de materiais devido á acção da gravidade.



Aqui temos a noticia que descreve a situação de Frades:

MARMITAS DE GIGANTE

Tal como o nome diz (Aula de Campo) tivemos oportunidade nao só de ver mas também de assistir a uma explicação por parte do professor Orlando sobre as Marmitas de Gigante.


O que são?
As marmitas de gigante ou marmitas turbilhonares, são depressões, mais ou menos arredondadas, com dimensões bastante variáveis, existentes no leito rochoso de alguns rios e no fundo das quais se encontram seixos e areias.

Qual a sua origem? 
As marmitas parecem ter origem em irregularidades existentes nos leitos rochosos dos rios. Estas irregularidades retêm nas suas proximidades alguns seixos. A acumulação de seixos vai provocar um movimento turbilhonar da água e consequentemente um movimento circular das partículas. Pouco a pouco, devido ao atrito, as partículas vão escavando depressões mais ou menos circulares, no leito do rios, dentro das quais ficam aprisionadas. Com o decorrer do tempo, as depressões aumentam de dimensões e os seixos que estão no seu interior tendem a ficar esféricos.
Apesar de existirem marmitas com vários metros de diâmetro e profundidade, as mais frequentes possuem dimensões na ordem dos decímetros.

ARCOS DE VALDEVEZ

Esta foi a nossa primeira paragem, Arcos de Valdevez! 


Na foto podemos ver o rio Vez já numa fase de senilidade. A fase de senilidade ou senil caracteriza-se por vales amplos, de vertentes muito afastadas e degradadas. Predomina a sedimentação, dando origem a extensas superfícies muito planas resultantes de assoreamento pelos depósitos fluviais que aí se espraiam por perda de competência das águas. 

Este rio atravessa a terra de Arcos de Valdevez onde se realizou o famoso Torneio de Arcos de Valdevez, no qual as forças de Afonso VII de Leão e Castela entraram em terras portuguesas em resposta à invasao da Galiza por  D. Afonso Henriques (que rompia assim a paz de Tui).


Trata-se do principal afluente do Rio Lima na margem direita.